Rose Ielo apresenta requerimento por controle e regulamentação da utilização do formol em estudos
Rose Ielo apresenta requerimento por controle e regulamentação da utilização do formol em estudos
02 de setembro de 2015
Preocupada com a saúde de universitários e profissionais que mantém contato direto com o perigoso líquido Formaldeído, a vereadora Rose Ielo [PT] utilizou seu espaço durante a última sessão ordinária realizada na Câmara Municipal de Botucatu para apresentar um requerimento buscando uma regulamentação de sua utilização. O pedido foi lido na íntegra e aprovado pela unanimidade dos demais legisladores.
O documento, que foi encaminhado aos ministérios da Educação e da Saúde, à Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e à Comissão da Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, pede para que sejam propostas medidas legais sobre a utilização de formol em cadáveres nas faculdades e universidades brasileiras que não causem danos à saúde humana, regulamentando sobre as estruturas de laboratórios nas instituições de ensino, uso de equipamento de proteção individual e outras medidas.
O Formol é utilizado para a fixação de cadáveres em aulas práticas de anatomia em faculdades e universidades brasileiras, devido a sua ação fungicida e bactericida, além de apresentar baixo custo. “A substância “formol” é altamente volátil à temperatura ambiente e ventilação, com estudos que o classificam como carcinogênico e teratogênico para humanos e animais, prejudicando a saúde no sistema respiratório, ulceração, leucemia e risco de tumores malignos em nasofaringe e outros sintomas”, explica a vereadora.
Preocupada com os riscos que o produto pode oferecer para quem o manuseia, Rose Ielo defende maiores cuidados com o produto e, baseada em um estudo científico de uma pesquisadora da área, defende a utilização de diferentes técnicas. “Há alternativas de substâncias que não causam danos à saúde e até bonecos modelos anatômicos, bem como métodos tecnológicos que favorecem o aprendizado”, explica.
O questionamento da vereadora passa pela ausência de regras para a utilização do produto. De acordo com o requerimento, não existem normas que informem se os estudos de anatomia humana em áreas não médicas e não invasivas necessitam do uso de cadáveres e nem normas nacionais que indiquem qual o fixador e a porcentagem de Formol a serem utilizados para estudos, bem como falta de instruções sobre as estruturas dos laboratórios, equipamentos de proteção individual, proibição ou regulamentação para proteção de alunos e professores.
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